Redução do Desemprego

Redução do Desemprego
Enviado em 26/02/2008.

O SR. LEONARDO QUINTÃO (Bloco/PMDB-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, recentemente a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados - SEADE e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - DIEESE divulgaram resultados de pesquisa indicadora de que a taxa de desemprego caiu de 14,6%, em novembro de 2007, para 14,2%, no mês subseqüente.
Desde que a série de levantamentos começou a ser realizada em janeiro de 1998, esse foi o menor índice alcançado, representando 2,8 milhões de pessoas desempregadas, sendo que, dessa vez, para a composição dos índices, 6 regiões metropolitanas foram avaliadas: Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.
O setor da construção civil foi responsável pelas maiores taxas de crescimento dos postos de trabalho, seguido pelo comércio - que, no Distrito Federal alcançou desempenho positivo de 7,2%. Quanto à indústria, embora o desempenho tenha sido modesto no total das regiões - cerca de 1,8% de aumento -, destacam-se os resultados obtidos em Belo Horizonte (9,8%) e em Salvador (7,5%).
No também importante setor de serviços, os níveis de ocupação cresceram em todas as regiões, variando entre 2,5%, em São Paulo, e 7,4%, em Salvador.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por sua vez, divulgou um nível de desemprego médio em 2007 da ordem de 9,3% e, para o mês de dezembro, de 7,4%.
É importante esclarecer que a diferença de resultados entre as duas pesquisas deve-se apenas às especificidades metodológicas aplicadas. No caso do IBGE, as investigações vêm sendo realizadas desde 2002, abrangendo também 6 áreas metropolitanas: Belo Horizonte, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.
O IBGE também aponta como destaque em 2007 o fato de o número de trabalhadores com carteira assinada haver crescido 7% entre dezembro de 2006 e o mesmo mês do ano passado, importante crescimento no nível de trabalho formal brasileiro.
Além disso, em algumas localidades, os percentuais revelaram-se bastante significativos. São Paulo (5,6%), Paraná (5,5%), Regiões Norte e Centro-Oeste (3,6%) e Minas Gerais (2,8%) empregaram mais trabalhadores, especialmente nos segmentos de produção de bens de consumo duráveis, bens de capital, além de setores tipicamente exportadores como os de commodities alimentares.
De qualquer modo, pautando-nos, quer pelo DIEESE, quer pelo IBGE, impõe-se a feliz constatação de que o nível de desemprego no País caiu, o que surge como resultado positivo das políticas públicas de geração de emprego e renda.
Tamanho êxito vem coroar o esforço do Governo Federal em diminuir o fosso das desigualdades sociais por meio do incentivo à abertura de novos postos de trabalho, reconhecimento formal do empregado, desenvolvimento da sociedade brasileira de modo não apenas eficiente, mas sobretudo eficaz.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, fica, pois, o registro de um êxito que não diz respeito apenas às autoridades constituídas, mas ao Brasil inteiro, uma vez que a medida de seu desenvolvimento está diretamente conectada à melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
Muito obrigado.