Câmara aprova ampliação da Embrapa no exterior

Economia
Enviado em 14 de Fevereiro de 2011.
Assessoria de Comunicação com Agência Câmara

O deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) apoiou, na semana passada, a aprovação da Medida Provisória (MP 504/ 10), que permite ao governo criar, no exterior, escritórios da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A intenção do governo é dar maior flexibilidade à empresa para a realização de intercâmbio de tecnologias, principalmente, entre países com os quais o Brasil tenha  acordos internacionais com essa finalidade.

Leonardo Quintão analisa que a aprovação da medida é importante por causa da relação de aproximação entre o Brasil e países africanos. “Nós temos tecnologia suficiente para ajudar outros países, principalmente, os mais pobres do Planeta que sofrem com a fome e a miséria absoluta”, defendeu Leonardo Quintão.

O parlamentar acrescentou que a indústria brasileira também tem interesse no aumento de produção nesses países já que os acordos garantem, além da transferência de tecnologia, a flexibilização para empresas brasileiras de máquinas e equipamentos oferecerem seus produtos. Leonardo Quintão lembrou que a Embrapa tem 78 acordos de cooperação bilateral com 56 diferentes países e 29 acordos multilaterais com cerca de 90 instituições: “estes acordos internacionais devem ser ampliados”.

A abertura de escritórios da Embrapa no exterior faz parte da política externa de cooperação implantada pelo governo. Um dos escritórios é a Embrapa Américas no Panamá que tem como objetivo apoiar iniciativas vinculadas ao desenvolvimento de competências, à segurança alimentar e à garantia da pauta de exportações no México, na América Central no Caribe e na região Andina.

A Embrapa poderá, por exemplo, abrir uma conta no exterior e alugar um imóvel. De forma indireta, o negócio agrícola brasileiro poderá ser beneficiado, pois, para adotar tecnologias da Empresa, os países deverão atualizar material genético (como sementes) e comprar máquinas e equipamentos. Outra vantagem é a possibilidade de a Embrapa receber diretamente royalties provenientes da venda de tecnologias, produtos e serviços gerados com sua marca. A matéria será enviada para análise do Senado Federal.

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