O uso público condicionado

Já ficou clara aqui a minha opinião sobre a proibição do uso da Praça da Estação para eventos. O movimento popular que regularmente protesta pelo direito de seu uso público não se calou e a Prefeitura de Belo Horizonte teve que se curvar ao desejo do cidadão blo-horizontino. Decreto publicado nesta semana liberou o uso da Praça da Estação.

Mas o uso da praça será condicionado (já era anteriormente, porque pagamos nossos impostos para obtermos iluminação pública, segurança pública, entre outros). Um outro decreto, do mesmo dia da liberação do uso da praça para ventos de qualquer natureza, condiciona que a liberação será periódica, apenas uma vez por mês.

Questiono aqui: em um palco culturalmente forte como Belo Horizonte, imagino que várias entidades desejam realizar eventos na Praça da Estação. Quais serão os critérios para a escolha do evento a ser realizado? Uma resposta pode ser quem pagar primeiro. Isso mesmo. No novo decreto, haverá pagamentos pelo uso da praça (o decreto não especifica para onde e qual objetivo terão os pagamentos).  E não são baratos, além da garantia do cheque calção que deve ser entregue à Prefeitura, como informa a matéria do jornal O Tempo de hoje (http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1652&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=140298&IdTipoNoticia=1).

No jornal Estado de Minas, o jornalista e colunista Maurício Lara faz outro alerta: as praças estão condicionadas e não liberadas. Pelo decreto, há várias proibições como não levar cachorros, utilizar bicicletas, em várias praças. Fica aqui minha reflexão: é mesmo liberdade o uso público ser condicionado?

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